Minhas anotações em Simon vs Agenda Homo Sapiens

[ATENÇÃO! CONTEM MUITO SPOILER]

Antigamente quando eu lia livros digitais pelo celular eu usava o app do google, play livros, e nele as anotações ficam salvas no email cadastrado então nunca tive problemas para visualizá-las depois, mas com um leitor digital, pelo menos com o LEV da saraiva eu encontrei alguns contratempos para ver minhas anotações e então resolvi fazer um post com elas para que eu possa visualizar melhor. Talvez eu faça um post no futuro com os prós e contras do LEV da saraiva. Por enquanto vamos para as citações.

Eu ainda to pensando em fazer uma resenha desse livro que eu sinceramente amei demais e realmente mudou muito minha vida. Mas até lá quero compartilhar minhas citações favoritas do livro.

Destaques

Preciso da violência dos video games e do cheiro desse porão e da sensação familiar que Nick e Leah me transmitem. O ritmo da nossa fala e nossos silêncios. A falta de objetivo das tardes de outubro. (pagina 13)

 

A cena seis do primeiro ato é a do batedor de carteira, não é? — pergunta Taylor, porque ela é o tipo de pessoa que finge fazer uma pergunta só para mostrar o que já sabe. (página 27)

 

O último ônibus para o sul do condado só sai em quinze minutos, e Abby leva uma hora para chegar em casa. O tempo que ela e a maioria dos alunos negros levam indo e voltando da escola todo dia é maior do que o tempo que eu levo em uma semana inteira. Atlanta é uma cidade tão segregada, mas ninguém nunca fala sobre isso. (página 29)

 

Abby está de olhos fechados. Ela tem o tipo de boca que sempre sustenta um sorriso leve, e tem um cheirinho de canela. Se eu fosse hétero… entenderia o charme de Abby. (página 29)

 

Abby tenta se soltar de Bieber, e a fantasia sobe pelas coxas, deixando-as quase completamente expostas. Ela está de meia-calça, mas mesmo assim. Acho engraçado. Até onde sei, todo mundo pensa que sou hétero, mas Abby parece já ter percebido que não precisa ficar se policiando perto de mim. Ou talvez seja só o jeito dela. (página 32)

 

Tá, então vou tomar conta do banheiro agora. É hora da transformação — anuncia ela.

— Tudo bem. Vou me transformar aqui na sala mesmo.

Nora ergue o rosto do livro.

— Simon. Eca.

— Só vou jogar uma veste de dementador por cima da roupa. Acho que você vai sobreviver.

— O que é um dementador?

Ah, não dá.

— Nora, você não é mais minha irmã.

— Então é alguma coisa de Harry Potter — deduz ela.  (pagina 33)

 

Leah, Nick e eu achamos o baile terrivelmente brega e nunca vamos.

— Você podia convidar Leah — diz Abby.

Ela olha para mim de lado, com uma expressão estranha e desconfiada.

Sinto uma tempestade de gargalhadas nascendo.

— Você acha que eu gosto da Leah.

— Não sei — diz ela, sorrindo e dando de ombros. — Vocês estavam tão fofos juntos hoje.

— Eu e Leah?

Mas eu sou gay. Gay. Gaaaaaaayyyyyy. Meu Deus, eu devia contar logo para Abby. Consigo visualizar a reação dela. Olhos arregalados. Queixo caído.

É, talvez não esta noite. (página 39)

 

Minha mãe coloca Abby para dormir no quarto de Alice, o que é hilário, considerando que Nick passa noites e mais noites no chão do meu quarto há uns dez anos (página 40)

 

É isso que as pessoas não entendem. Essa coisa de sair do armário. Não é nem por eu ser gay, porque lá no fundo sei que minha família levaria numa boa. Não somos religiosos. Meus pais são democratas. Meu pai gosta de fazer piadas, e seria constrangedor, sem dúvida, mas acho que tenho sorte. Sei que eles não vão me deserdar nem nada. E tenho certeza de que algumas pessoas da escola pegariam no meu pé, mas meus amigos não se importariam. Leah adora caras gays, então acho que ficaria empolgadíssima.

Mas estou cansado de sair do armário. Tudo que eu faço é sair do armário. Tento não mudar, mas estou sempre vivendo essas pequenas mudanças. Arrumo uma namorada. Tomo uma cerveja. E, todas as vezes, preciso me reapresentar para o universo. (página 41)

 

Mas tenho que admitir que tem algo de incrível em panturrilhas de jogadores de futebol e tênis surrados aparecendo por baixo de saias pregueadas de líderes de torcida (página 46)

 

E eu odeio quando as pessoas dizem isso. Eu também me sinto seguro quanto à minha masculinidade. Sentir-se seguro quanto à masculinidade não é a mesma coisa que ser hétero. (página 47)

 

Quando você quiser, sr. Addison — diz o sr. Wise.

Ele puxa a blusa para baixo, ajeita os peitos e sai da sala. (página 48)

 

Ontem à noite, implorei para Nora colocar peruca preta e passar lápis no olho e, por favor, pelo menos uma blusa do My Chemical Romance. Nora olhou para mim como se eu tivesse sugerido que ela fosse pelada. (página 49)

 

As luzes estão brilhando, as pessoas estão gritando, e não consigo acreditar que Nick e eu viemos parar no meio disso aqui. É tão cafona. Sinto que preciso fazer algum comentário para deixar claro como tudo isso é ridículo. Mas, sabe? Até que é bom não ter que ser tão crítico, pelo menos uma vez na vida. (página 51)

 

Claro. — Ele chega um pouco para o lado. — Tem bastante espaço.

Pronto. Não vou precisar sentar no colo dele. Fico até um pouco decepcionado. (página 52)

 

GOSTA DE me imaginar fantasiando sobre sexo.

Definitivamente eu não deveria ter lido isso logo antes de ir para a cama. Estou deitado na escuridão total, lendo essa frase no celular repetidas vezes. Estou ansioso e elétrico e com o corpo todo tenso só por causa de um e-mail. E estou excitado. Isso é meio estranho.

E muito confuso. De um jeito bom. Blue normalmente é tão cuidadoso com o que escreve…

Ele gosta de me imaginar fantasiando sobre sexo!

Eu achava que só eu tinha esses pensamentos sobre nós dois.

Como seria encontrá-lo pessoalmente depois de todo esse tempo? Será que primeiro teríamos que conversar? Ou iríamos direto para a parte dos amassos? Já imaginei tudo. Ele no meu quarto, nós dois sozinhos. Ele senta ao meu lado na cama e se vira para me olhar com aqueles olhos azul-esverdeados. Os olhos de Cal Price. Aí, coloca as mãos no meu rosto e, de repente, está me beijando.

Levo as mãos ao rosto. Ou melhor: levo a mão esquerda ao rosto. A direita está ocupada.

Eu me perco de novo em pensamentos. Ele me beija, e é algo totalmente diferente do que tive com Rachel, Anna ou Carys. Não dá nem para comparar. Não está nem na mesma camada da atmosfera. Uma vibração elétrica irradia por todo o meu corpo; meu cérebro está embaçado e acho que consigo ouvir meu coração batendo.

Tenho que ser extremamente silencioso. Nora está do outro lado da parede.

A língua dele está na minha boca. As mãos sobem por debaixo de minha camisa, e ele passa os dedos em meu peito. Estou quase lá. Não consigo mais segurar. Ai, meu Deus. Blue.

Meu corpo todo vira gelatina. (página 57)

 

Siiimon — diz Abby, só que ela canta meu nome com uma voz grave e rouca de ópera. — Estique as mãos e feche os olhos. (página 58)

 

Sem chapéu, sem bolo.

Do outro lado da mesa, Morgan e Anna decretam a lei. Alguns garotos transformam folhas de papel em chapéus de festa, e um cara acaba enfiando o saco de papel pardo onde estava seu almoço na cabeça, feito um chef de cozinha. As pessoas perdem a dignidade quando o assunto é bolo. É uma coisa linda de se ver. (página 59)

 

É o seguinte: o nome Simon quer dizer “aquele que ouve” e Spier quer dizer “aquele que observa”. O que significa que estou destinado a ser fofoqueiro. (página 69)

 

Eu não devia me incomodar quando Nick e Leah se encontram sem mim. Mas isso sempre me dá a sensação de que estou sendo excluído.

Não o tempo todo. Só às vezes.

Mas é isso. Eu me sinto irrelevante. Odeio me sentir assim. (página 70)

 

Em seguida, faço uma coisa que aprendi com Leah: olho de esguelha para o lado oposto ao da pessoa. É mais sutil do que revirar os olhos. Porém, muito mais eficiente. (página 76)

 

Sério, gente, ele parece um personagem de anime. Quase consigo ver corações saltando dos olhos dele. Martin olha para mim, e a grande boca de banana está escancarada em um sorriso. Não consigo evitar sorrir para ele também. (página 84)

 

Hoje ninguém está conseguindo se concentrar muito, tudo porque um aluno do primeiro ano entrou escondido no laboratório de química e ficou com o pinto preso em um béquer. Sei lá, sabe. Parece que postaram no Tumblr. Mas acho que a sra. Albright está cansada de ouvir essa história, então nos deixa sair mais cedo. (página 90)

 

Como comentário extra, você não acha que todo mundo devia ter que sair do armário? Por que o comum é ser hétero? Todo mundo devia ter que declarar o que é; devia ser uma coisa bem constrangedora, não importa se você é hétero, gay, bi ou sei lá o quê. Só uma ideia. (página 99)

 

Assim, quando as aulas terminam sem nenhum acontecimento extraordinário, meu coração fica meio partido. É como dar onze da noite no seu aniversário e você perceber que não vai ter uma festa surpresa, afinal. (página 131)

 

Passo o domingo inteiro no quarto, alternando entre The Smiths e Kid Cudi no volume máximo. (página 135)

Essa aqui de cima eu acrescentei uma nota: “estou ouvindo the smiths agr msm kkkk”

Sou um idiota. Eu estava querendo que ele fosse Cal. E acho que imaginei que Blue seria branco. Quase quis dar um soco em mim mesmo por causa disso. Branco não devia ser o padrão, assim como hétero não devia ser o padrão. Não devia existir nenhum padrão. (página 170)

Marcações nas páginas

  • 72
  • 110
  • 127
  • 149
  • 150
  • 163
  • 179
  • 189

 

É isso galera, minhas notas, vocês também marcam seus livros físicos e digitais? me conta nos comentários.

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2 comentários em “Minhas anotações em Simon vs Agenda Homo Sapiens

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